Todos que vão para o Centro Espírita vão para os trabalhos Mediúnicos?


São corações angustiosos que, por muito sofrerem, caminham desalentados, quase vencidos, assemelhando-se, conjuntamente, a uma triste "procissão de aflitos", famintos do pão espiritual.
E o Centro Espírita é, para todos esses desencantados, o refúgio e a consolação.
É o oásis de paz e esperança onde esperam encontrar Jesus de braços abertos, para a doce e suave comunhão da fraternidade e da alegria.
Imaginemos, agora, que os espíritas percam o gosto pelo estudo superior, esqueçam a ternura e a compreensão e, quais médicos ociosos, alheios aos surtos evolutivos da Ciência de Curar, insistam na vã tentativa de amparar os que estão entregues ao desânimo e à enfermidade?
É o caso de lembrar a pergunta do Mestre Galileu:
"Pode um cego guiar outro cego? não cairão ambos num barranco?
Quem procura um Centro Espírita, por mais humilde que seja esse Centro, espera, sem dúvida, encontrar companheiros em condições de, em nome do Cristo, ajudar e socorrer segundo as limitações que nos são peculiares.
Nota-se, em nosso abençoado movimento, uma tendência generalizada no sentido de se aconselhar a todo mundo, indistintamente, o desenvolvimento da mediunidade.
Será isto aconselhável?
É o que desejamos comentar.
Muitas vezes aquele que procura o Centro Espírita, apresentando certos desequilíbrios, é apenas um companheiro necessitado de reajuste psíquico.
É um irmão que conduz a mente desarmoniosa, destrambelhada, necessitado, antes de tudo, de renovar para o bem e para luz.
Dever-se-á, nesse caso, levar tal criatura à mesa mediúnica para o desenvolvimento, talvez prematuro, ou ajudá-la, antes, no processo de renovação da mente, a fim de que possa, futuramente, servir com reais possibilidades na luminosa sementeira mediúnica?
A nosso ver, tal orientação não corresponde ao que temos lido na Doutrina (OBRAS BÁSICAS/ALLAN KARDEC - grifo nosso) e nela aprendido.
Os distúrbios psíquicos podem, francamente, ter causas diferentes, assim especificadas:
a) - Origem Mediúnica;
b) - Resultante de simples desarmonia mental;
Muitas vezes, reajustada a mente, a faculdade que parecia despontar desaparece em definitivo.
Noutras, após o reajuste mental, as possibilidades medianímicas se ampliam e se enrriquecem, abrindo ao novo companheiro valiosas oportunidades de servir ao próximo.
Antes de aconselharmos o desenvolvimento mediúnico, examinemos se se trata mesmo de mediunidade a desenvolver ou de mente a se reajustar.
Seja qual for o caso, a prudência e o bom-senso aconselham que o processo de cura se realize em duas fases:
a) - Renovação da mente;
b) - Integração no trabalho;
Quando dizemos "integração no trabalho", queremos referir-nos à atividade cristã, neste ou naquele setor.
Queremos referir-nos à integração da criatura em qualquer gênero de serviço construtivo e fraterno, nobre e edificante.
O trabalho foi, é e será sempre excelente e incomparável recurso para que, dando ocupação à própria mente, defende e ilumine o homem a sua "casa mental", preservando-a da incursão, perigosa e sorrateira, de entidades ou pensamentos parasitários.
A renovação da mente, como primeiro passo, implica, em síntese, no culto a aplicação de valiosos princípios cristão, tais como:
a) - Disciplina b) - Estudo c) - Meditação d) - Prece
São requisitos indispensáveis áqueles que, despertando ao calor do Cristianismo Redivivo, desejam, de fato, modificar a própria vida, caminhar com os próprios pés e lutar, sob a inspiração de Jesus, a prol de superiores objetivos espirituais.
A integrassão no trabalho se expressa, por exemplo, no exercício da atividade mediúnica, se for o caso; no cultivo da fraternidade para com todos; enfim, na adesão sincera e firme aos princípios evangélicos, únicos capazes de acenderem dentro de nossa alma a candeia que nos iluminará os roteiros evolutivos.
Do livro Estudando a Mediunidade, cap.XLI, Martins Peralva/Editora FEB
Imagem retirada de somostodosumig.com.br pesquisada no Google imagm

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