O que fazes


A vida passa as oportunidades de trabalho, fora e dentro de nós.
Se nos faltar a observação do que fazemos e deixamos de fazer, praticamos irregularidades constantemente, sem percepção das falhas. Isso é falta grave porque, se não vigiamos a nós mesmos, que contas poderemos dar ao Senhor das nossas obrigações?
Regularizemos os nossos passos; que eles sejam conscientes, porque é na consciência que disciplinamos os nossos atos e consertamos a nossa conduta.
Se os outros nos perguntam o que fazemos, como responder, se não participamos conscientemente de nossos atos? Sempre, nessa resposta, entramos com um pouco de mentira. Quando nos referimos aos outros, temos o prazer de dizer a verdade? Isso, quando não exaltamos os erros dos companheiros. Isso não é auto-defesa, é querer iludir-nos a nós mesmos, sem medir as consequências advindas desse jogo de irresponsabilidades. É dever da criatura participar positivamente de todas as manifestações dos seus desejos, e de tudo o que faz, pois se responde pelo o que faz, é de lei que deve saber o que fazer.
Nós, por natureza, somos frios no tocante as nossas própria conduta. Não há interesse em reparar com urgência as nossas faltas. No entanto, a língua coça ante os desequilíbrios alheios. Propagamos os erros de nossos companheiros com ênfase que chega a impressionar a nós mesmos. Onde arranjamos tanta energia, tanta disposição para evento tão negativo?
Mas, diante de nossos feitos, não necessitamos ter cursos nenhuma escola para arranjarmos os mais requintados argumentos que falseiam a verdade, e nos colocam como vítimas, culpando os outros.
A tomada de luz, da nossa parte, está sempre ligada, mas as dos nossos irmãos, cortamo-la até as fios. É por isso, que a Doutrina Espírita, interpretando Jesus, trouxe a missão de revelar aos homens, que tudo o que fizemos aos outros - estaremos fazendo a nós mesmos. O que damos, recebemos. O que negamos, ser-nos-á negado.Haveremos de bater nesta tecla até que saia a nota, ou, melhor ainda, a música. A criatura que começa a analisar a si mesma, fazendo-se juíz dos prórpios feitos, começa a despertar para luz de Deus. O homem, sabendo que, dentro de si, existe um celeiro de talentos a serem usados, mudará o roteiro que antes pecorria inconscientemente.
Não tenhas medo de pesquisar a sua própria vida. É nesta análise profunda que terás a intuição das mudanças necessárias para que se estabeleça a paz no teu coração. Nunca deves temer. Quando te perguntarem o que fazes no caminho. A tua boca será instrumento de tua consciência e liberará o que o espírito verdadeiramente é. Com prazer de dizer a verdade.
Nos primeiros dias de tua reforma de idéias, senão de palavras, por vezes atentados inúmeros aparecerão pela rejeitação dos órgãos, quanto mais da mente viciada a hábitos que não condizem com a moral evangélica.
Mas, se te dispuseres a lutar, a subir o próprio calvário para a glória da vida rumo a libertação, não deves esmorecer, e seguirás até o fim, que o sol sairá em teu coração com todo esplendor, depois que fizeres a tua parte, dentro da grande parte feita por Deus.

Do Livro Cirurgia Moral/João Nunes Maia/Pelo Espírito Lancellin

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