Médiuns


Elisabeth D'Espérance

Elisabeth D’Espérance nasceu em 1849 e desencarnou em 1918.

Foi médium de grande projeção, tendo servido de instrumento para as pesquisas encetadas por muitos sábios da época.

Quando ainda mocinha, apareceu em público, através da apresentação de T. P. Barkas, em New Castle.

Barkas organizou uma extensa lista de perguntas referentes aos mais variados setores da ciência, que foram respondidas, rapidamente, pela médium, em inglês, alemão e até mesmo em latim.

Madame D’Espérance, que possuía educação de classe média, quando caía em transe mediúnico, externava admiráveis conhecimentos científicos, muitas vezesabordando assuntos completamente desconhecidos daqueles que a interrogavam.

Nesse estado, desenhava na mais completa escuridão.

Mr. Barkas, referindo-se às sessões realizadas com ela, disse:

- “Deve ser geralmente admitido que ninguém pode, por um esforço normal, responder com detalhes, a perguntas críticas obscuras em muitos setores difíceis da ciência com que não se é familiarizado.

Além disso, deve-se admitir-se que ninguém pode ver normalmente e desenhar com minuciosa precisão em completa obscuridade; que ninguém pode, por meios normais de visão, ler o conteúdo de uma carta fechada, no escuro; que ninguém, que ignore a língua alemã, possa escrever com rapidez e exatidão longas comunicações em alemão.

Entretanto, todos esses fenômenos foram verificados com essa médium e são tão acreditados quanto as ocorrências normais da vida diária.”

Madame D’Espérance publicou um livro intitulado “Shadow Land”, traduzido para o português com o nome “ No País das Sombras” (FEB), através do qual relata seus dons mediúnicos.

Diz ela que, na sua infância, brincava com Espíritos de crianças, como se estes fossem crianças reais.

Mais tarde lhe foi acrescentada a faculdade de materialização, pois ela fornecia, em abundância, o fluido chamado “ectoplasma”, que serve para a produção desse fenômeno.

Seu guia espiritual era uma bela moça árabe, que dava o nome de Yolanda.

Esse Espírito se materializava constantemente, dada a perfeita afinidade que tinha com a médium.

Ela podia ver a forma materializada, conforme descreve em seu livro No País das Sombras.

Muitos outros casos de materialização de objetos foram constatados, entre eles o caso de vinte e sete rosas, descrito por Mr. William Oxley, editor da obra “Angelic Revelation”, e mais uma planta rara (lírio dourado), em flor.

Disse ele sobre o fato:

- “Eu tinha fotografado a planta -Ixora Crocata - na manhã seguinte, depois do que trouxe para casa e a coloquei na minha estufa, aos cuidados do jardineiro. Ela viveu três meses, depois murchou”.

Foram também obtidos, graças a preciosa faculdade dessa médium, moldagens em parafina, de mãos e de pés, com punhos e tornozelos que, dada a estreiteza dessas partes, não podiam permitir a saída dos membros, a não ser por sua desmaterialização.

Como a maioria dos médiuns de prova, Madame D’Espérance também sofreu muito durante o cumprimento de sua espinhosa missão.

Em um dos trabalhos de materialização realizado na Escandinávia, O Espírito Yolanda foi agarrado por um pesquisador menos avisado, com o intuito de desmascaramento, tendo a médium sofrido grande choque traumático que lhe produziu sério desequilíbrio orgânico, prostrando-a de cama.

E, para encerrar, citemos um trecho do último capítulo do seu livro, que diz:

- “Os que vierem depois de mim talvez venham a sofrer quanto eu tenho sofrido pela ignorância das leis de Deus. Quando o mundo for mais sábio do que no passado, é possível que os que tomarem as tarefas na nova geração não tenham que lutar, como lutei, contra o fanatismo estreito e os julgamentos duros dos adversários.”


Um comentário:

  1. Gi, foi bom conhecer um pouco da vida dessas médiuns; a luta é mesmo própria dos servos do Senhor.
    Quanto a fraze sobre animais, vou copiar para a coletânia de pensamentos de Luz em Flor. Beijo.

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